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quarta-feira, agosto 13, 2008

Ozzie - O Coala Que Fala 

Nada pra fazer, meu sono parece ter fugido de vez... não me resta outra opção senão ver filmes toscos que passam no Tele Cine... a bola da vez foi a super-produção "Ozzie - O Coala Que Fala"... história bonitinha, sobre um coala que aprende a falar e é seqüestrado pra ser clonado por uma vilã que trabalha em uma fábrica decadente de brinquedos... agora, vamos aos comentários afiados:

=> A vilã psicopata que trabalha na fábrica de brinquedos lembra (muuuuuuito) a vilã do "101 Dálmatas", Cruela Cruel (ou DeVil, nas versões mais novas)

=> No começo do filme, o molequinho abraça a mãe.
[Câmera atrás dele] Um braço por cima do ombro da mãe
[Câmera na frente] Dois braços por cima do ombro da mãe
[Câmera por trás dele] Um braço por cima da mãe
Nem o Flash seria tão rápido...

=> Seqüência de perseguição: o molequinho (gordinho) e dois capangas (um alto e forte, um baixo e gordo). Nas bicicletas, os dois capangas são altos e fortes... incrível o que 5 minutos de pedaladas podem fazer por alguém...

=> Seqüência de perseguição 2: o moleque rouba um jet ski e sai pilotando pra alto mar. O dublê de corpo tinha tudo a ver com o menino... era magro e beeeeem maior do que ele... sem contar a incrível habilidade do menino em pilatar jet skis em fugas incríveis em alto mar... (eu já disse que ele tem só nove anos?)

Quando o coala finalmente é seqüestrado pelos capangas e achamos que toda a palhaçada vai acabar...

=> O tal moleque (ora gordo, ora magro) bola um plano incrível pra recuperar o coala e pasmem!!! Ele tem todo o equipamento necessário pra invadir uma fábrica de brinquedos no meio da madrugada

Não é espanto nenhum se eu disser que o menino consegue salvar o coala, com a ajuda do capanga grandão, que se arrepende das maldades todas e vira mais um "do bem"... a vilã, depois de fritar numa máquina muito louca, termina com o cabelo no melhor estilo noiva-de-Frankenstein, segurando um coala de pelúcia...

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Agora, alguém consegue me explicar como um ser aceita produzir/dirigir/atuar em um filme desses, com tanta coisa melhor pelo mundo???

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Pelo menos o robô do coala convencia e era carismático...

Pequim 2008 - Parte 4 

Vôlei (fem.) - Brasil x Sérvia

Na verdade, não tem nada a ver com o jogo em si... e sim com uma coisa que só agora eu reparei...

Alguém já parou pra ler o nome nas camisas dos atletas dos outros países? Mais alguém já notou que em TODOS os outros países, o que vem escrito nas camisetas é o sobrenome dos atletas, e não o nome? E que o ÚNICO país onde aparece o nome ou o apelido é o Brasil?

Alguém sabe por que? Aguardo respostas...

segunda-feira, agosto 11, 2008

Pequim 2008 - Parte 3 

Comentaristas SporTV

Alguém, PELAMORDEDEUS, explique aos comentaristas do SporTV que quando dizemos que algo ocorreu "há alguns dias", não precisamos do "atrás", já que o verbo "haver" nesse caso já dá idéia de tempo transcorrido...

domingo, agosto 10, 2008

Pequim 2008 - Parte 2 

Tênis - Starace x Nadal

Na boa... como é que alguém tem paciência de ver um jogo desses? Ping-pong em tamanho real... ô, troço chato... 

Caraca!!! O maluco de azul é IGUAL a um menino que estudou comigo... e o da bandana laranja/amarela alaranjada/amarela tem uma baaaaaita cara de delinqüente juvenil...

Gente... e o silêncio durante o jogo... olha, eu não prestava pra jogar tênis... num instante eu ia arrumar um jeito de fazer algum barulho mais animado na quadra/mesa de ping-pong gigante... e outra: por que todos eles têm que fazer aquela cara de mau? Tudo bem, tá concentrado... mas num é por isso que tem que fechar a cara desse jeito, né...

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Em tempo... o azulzinho tem um baita bigodinho escroto de porteiro...

Pequim 2008 - Parte 1 

Handball - Brasil x Hungria

Pra variar, o Brasil segue tomando uma lavada no handball... mas até que hoje não tá tão ruim... alguém viu o jogo de ontem, do handball masculino? Aquilo sim foi lavada... mas... voltando ao jogo de hoje...

Uhulll!!! Gol do Brasil... jogo empatado... ó... melhor do que ontem...

Raiva enoooooorme!!! 

É... como meus planos de viajar essa semana foram terrivelmente frustrados, não me sobra outra opção senão comentar em tempo real as olimpíadas... afinal... pra alguma coisa essas noites em claro têm que servir, né...

domingo, junho 01, 2008

Empregos que eu nunca teria - parte 1 

Vigia de Necrotério

Esse deve ser um dos piores empregos do mundo... tá... tem o vigia do cemitério também... mas pensa bem: num cemitério, os mortos já tão enterrados, né... agora, num necrotério... imagina só... aquele monte de corpos mais ou menos geladinhos, com etiquetinhas presas nos dedões dos pés... isso quando ainda têm os dedões, né... uuuuurgh...

Agora, tenta visualizar: o cara, com a roupinha de vigia... aquele uniforme azul, preto ou qualquer cor semelhante... mas sempre com uma listra amarela em algum lugar... uma arminha de brinquedo (porque vigia nunca tem arma de verdade), uma lanterna e a chave mestra de todas as fechaduras do prédio... ou, pra ficar mais aterrorizante, um molho de chaves...

Três da manhã... o maluco lá... sentadinho num cubículo, com uma televisão que só pega canais pontilhados, uns monitores mostrando imagens das câmeras que ficam espalhadas no prédio... o cara pega no sono... meia hora depois, acorda com um barulhão... num dos monitores, uma daquelas gavetinha de guardar gente está entreaberta... cara... na boa... quem sairia pra ver o que aconteceu? Eu não... nunca... NEM FUDENDO!!!

Alguém tem dúvidas de que 10 segundos depois de ver aquela parada no monitor, eu ainda ficaria lá? Ia pegar aquela porrada de chave, a lanterna e a arminha de plástico e ia meter o pé!!! Azar se o presunto achou a vida do outro lado parada demais!!! Eu é que não ia ficar lá pra saber o que rola de bom no além!!! Deixa o mané tentar acordar o resto da cambada sozinho!!!

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Quanto será o adicional de insalubridade de um cara desses? De repente, se a veterinária num rolar, né... afinal, "nunca" nunca é "nunca"...

domingo, março 30, 2008

Falta coragem... 

Já reparou como, às vezes, simplesmente nos falta coragem? Quantas vezes queremos falar algo e não conseguimos... a ligação que não temos coragem de fazer (ou de atender), as palavras que insistem em não sair, os gestos que teimam em não acontecer... coisas tão simples assumem, de repente, uma aparência assustadora... e congelamos! Ficamos petrificados, encarando o que era pra ser nada além de outra ação natural...

As máscaras... nessas horas elas surgem... não que sejam totalmente negativas, ou que estraguem aquilo que estão escondendo... mas mal sabemos que as máscaras que criamos não prejudicam ou enganam ninguém, senão nós mesmos... ficamos ali, naquela segurança de faz-de-conta, tentando parecer sábios demais, confiantes demais, quando na verdade não passamos de frágeis seres buscando apreciação ou afeto de outros seres tão frágeis como nós mesmos...

Se somos, então, todos tão frágeis e tão necessitados dos outros, por que não nos mostramos exatamente como somos? Por medo da dor, por medo das conseqüências? Será que elas seriam tão monstruosas a ponto de nos forçar a mentir pra nós mesmos e para os outros?

A falta de coragem... ligar pra alguém e contar a verdade pode doer... para ambos os lados... mas dói ainda mais deixar o tempo passar... dói ainda mais perceber o desapontamento nos olhos do outro... dói demais constatar que ambos tivemos de vestir nossas melhores fantasias para não transparecer o que sentimos, e que nem assim conseguimos nos enganar...

Não sei se enganei alguém com minhas máscaras, minhas fantasias, com meu faz-de-conta criado ao longo de tantas decepções... mas hoje, me desfaço de todas as idéias que tentei vender a meu respeito... hoje me desprendo dos parâmetros sociais... hoje a dor vai me abater... hoje, pessoas irão me ver chorar... hoje, possivelmente pela primeira vez, a primeira dentre tantas que virão, "numa moldura clara e simples, sou aquilo que se vê"...

sábado, dezembro 01, 2007

Torcida 

Carlos Drummond de Andrade

Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você. Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina. Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito. Daí continuaram torcendo. Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo.

O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então? E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer... Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel. Torcia o nariz para o quiabo e a escarola. Mas torcia por hambúrguer e refrigerante. Começou a torcer até para um time. Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.

Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano. Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana. Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão.

Eles também estavam torcendo para você ser bacana. Nessas horas, você só torcia para não ter nascido. E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido. E quando todos os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso.

Depois começou a torcer pela sua liberdade. Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua. Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa. Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço.

Foi quando você começou a torcer pelo seu futuro. Torceu para ser médico, músico, advogado. Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol. Seus pais torciam para passar logo essa fase. No dia do vestibular, uma grande torcida se formou. Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.

Na faculdade, então, era torcida para todo lado. Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a foma na Albânia e o preço da coxinha na cantina. E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela. Primeiro torceu para ela não ter outro. Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro. Descobriu que ela torcia igual a você. E, de repente, vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho. Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel. E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida.

Porque mesmo antes de seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele.

Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas. mas muita gente ainda torce por você!

Se procurar bem, você acaba encontrando.

domingo, agosto 19, 2007

THDA 

Tá... eu não sou bipolar de verdade... pelo menos eu acho que não... na real, acho que todo mundo, pelo mens uma vez na vida, demonstrou algum sintoma de bipolaridade, mas isso não quer dizer que você realmente tenha o distúrbio... é mais ou menos a mesma coisa que pensar em matar alguém... quem é que nunca disse que tava louco de vontade de matar fulano? Isso não faz de você um psicopata, um serial killer ou algo do gênero... ou faz?

De qualquer forma... eu não sou realmente bipolar... mas tenho passado por altos e baixos... e, estranha coincidência, isso influencia no volume e na velocidade das músicas que eu ouço... de verdade... sei lá... tem gente que fica irritada e ouve música clássica... talvez pela intensidade... tem gente que ouve MPB... eu ouço outras coisas... que, na verdade, acho que só contribuem pra piorar meu estado, mas... azar de quem tá por perto... >=D

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Algumas vezes acho que eu num sou muito normal... mesmo... antes que alguém venha com piadinhas e comentários a respeito disso: não, eu não percebi isso só agora... mas sei lá... hoje eu pensei num monte de coisa... um monte de coisa que normalmente eu nem saberia que existem até elas começarem a afetar o meu mundo de parafusos ausentes... e aconteceu um troço muito esquisito... me deu vontade de sentar no meio fio e chorar... acho que ia ser estranho passar na rua e ver uma pessoa chorando no meio fio... e o pior de tudo... sem nem saber direito o motivo... porque até agora eu num sei os motivos...

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Incrível, mas cada vez mais me dá vontade de realmente achar um lugar no meio de um mato qualquer pra eu me esconder... poxa... eu queria tanto um dia poder realmente ficar sozinha com os meus pensamentos insanos... acho que num ia dar muito certo, mas eu queria tentar... sei lá... acho que depois de uns meses com meus pensamentos eu iria voltar pra casa com um monte de dread, um monte de coisa escrita, milhares de desenhos muito loucos... e minha família nunca mais iria entender o que eu falasse... mas acho que ia valer a pena... um dia ainda faço isso...

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Preciso de remédios... eu acho... não tô conseguindo mais ficar parada... tenho dormido muito pouco... tenho andado agitada demais... e me estressando demais... e estressando demais os outros... e tendo brain storms... um milhão de pensamentos passando pela minha cabeça ao mesmo tempo... e quando eu quero realmente me concentrar em alguma das coisas que estão passando pela minha cabeça, eu esqueço o que era... e num lembro nunca mais... =(

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Não sei onde deixei minhas chaves... e nem meu celular...

DROGA...

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