Essa semana foi esquisita... queria voltar, mas ao mesmo tempo queria ficar... sei lá... sentimentos contraditórios... ao mesmo tempo que tinha medo do que poderia acontecer, estava curiosa, queria ver como tudo ia se desenrolar... no fim das contas, foi bom... cheguei lá e descobri um monte de coisas... algumas era totalmente esperadas, enquanto outras foram surpreendentes... também fiz descobertas agradáveis e algumas nem tanto... mas, o saldo foi positivo... acho que depois dessa semana, serei uma pessoa melhor...
Descobri que...
... tenho amigas "apaixonantes" e amigas "encantadoras"... e eu... ah... eu sou só isso...
... pessoas aparentemente desligadíssimas se importam demais comigo...
... sou muito mais querida por alguns amigos do que jamais imaginei...
... algumas pessoas definitivamente não sabem expressar seus sentimentos...
... nem sempre quem está mais perto é aquela pessoa que te quer bem...
... não precisamos MESMO de adversidades pra conhecer os amigos reais...
... não importa quanto tempo passe, algumas coisas não mudam nunca...
... coisas que um dia foram tão importantes podem passar a ser banais em segundos...
... realmente é bom manter os inimigos muito perto...
... voltar pode ser melhor do que pensei...
... planejar a partida pode ser ainda mais excitante... principalmente sem pensar na volta...
... olhares são melhores do que palavras...
... pensamentos podem ser lidos...
... eu deixei saudades por alguns lugares onde passei...
E agora, prestes a voltar pra Seropédica, pra passar mais 3 dias... o que ainda falta descobrir?
E as coisas esquisitas continuam... sexta-feira saí de casa pra ir ao banco, mas esqueci o cartão em casa e acabei tendo que voltar... tava na rua, a caminho de casa... parei no sinal, esperando fechar... tava lá, desligadona da vida, quando ouço alguém falando do meu lado:
- Oi, Carol...
Não preciso nem dizer que tomei um mega susto, né? Olhei pro lado... e quem era? É... de novo, o Fernando... montado em cima de uma bicicleta... de mochila... com capa... e nem tava chovendo!!! Depois de uns 5 segundos tentando processar o ocorrido, olhei muito séria pra ele (quer dizer... tentei fazer cara de séria, né) e falei:
- Caraca! Isso parece até perseguição!!! - (pausa... Fernando rindo...) - Você é de verdade? Tô começando a achar que você é fruto da minha imaginação!!!
- E desde quando frutos da imaginação andam de bicicleta?
- Cara, da minha imaginação saem coisas que até eu duvido!!!
- Não, eu não sou um fruto da sua imaginação... pode ficar tranqüila... a não ser que você ache que a minha bicicleta também é... e minha mãe, meu pai... e se você também imaginou minhas tatuagens, você tem uma imaginação bem legal...
E nessa hora o sinal abriu
- Então... tenho que ir... tava indo ao banco, mas esqueci o cartão e vou ter que voltar em casa pra buscar...
- É... eu também tô indo...
E nisso ele virou e me deu um beijo na bochecha...
Sei lá... essa história toda de encontrar o cara toda vez que eu ponho o pé fora de casa é meio esquisita... mas eu gostei... ele é gente boa... mas essas coincidências... ainda tenho leve suspeitas de que ele é um fantasma... e se for, seriam tão bom se todos os fantasmas fossem assim... hehehe... >=D
Caraca... mais uma vez, aquelas coisas que só acontecem comigo... como já não bastasse conhecer um cara no meio da rua, em plena terça-feira chuvosa por causa de uma mochila com capa de chuva, eu ainda encontrei o cara mais duas vezes desde então!!! Tá... as chances de a gente se encontrar de novo não eram tão baixas assim, considerando que a gente mora no mesmo bairro (quer dizer, acho que moramos)... mas eu moro na mesma vila que meus vizinhos e às vezes fico meses sem passar pela desagradável situação de ver a cara deles!!!
Mas então... quarta-feira fui ao centro da cidade... de metrô, né... na ida, o comportamento normal de uma louca dentro do metrô... cheguei, comprei a paradinha, a mochila enganchou na roleta e eu quase tomei um tombo fenomenal, desci as escadas, procurei um banquinho vazio e fiquei sentadinha esperando o metrô chegar... entrei no vagão, agarrei o ferro pra não cair e saí do vagão feliz da vida na estação que queria... até aí, tudo bem... o problema todo foi na volta...
Tudo começou quando cheguei na estação... não consegui sossegar de jeito nenhum no banquinho... desisti de ficar sentada... o metrô chegou, entrei num vagão aleatório... e eu comecei a me sentir muuuuuito mal dentro daquele vagão... eu queria que o metrô parasse logo pra eu poder descer... e, nossa, pareceu uma eternidade até ele chegar onde tinha que chegar!!! Na estação seguinte, saí do vagão, andei até o fim da plataforma de embarque e fiquei esperando o metrô seguinte... ele chegou, entrei no vagão, olhando pro chão (pra não enfiar o pé no buraco entre o metrô e a plataforma) e quando olhei pra frente, quem estava lá? O Fernando!!! É... eu descobri o nome dele... Fernando, o cara da mochila com capa de chuva...
Cara!!! Como assim? Quais as chances de encontrar dentro do metrô o cara que eu tinha conhecido um dia antes no meio da chuva??? Como assim??? Um zilhão de pessoas dentro daquele vagão... um zilhão de pessoas andando de metrô... e eu tinha que ir parar logo naquele vagão... logo de cara com ele!!! Cheguei até a desconfiar que o cara era um fantasma... e essa idéia ainda não está de todo descartada... e essa história toda já seria assustadora demais se parasse aqui, mas como toda coisa esquisita que acontece comigo, isso ainda vai render muuuuuuito pano pra manga... daqui a pouco volto pra contar o resto... =D
Muita coisa esquisita aconteceu comigo nos últimos dias... muita coisa mesmo... o cara da chuva de terça, por exemplo... o mais esquisito de tudo foi reencontrá-lo no metrô, no dia seguinte... e depois dessa e de uma penca de outras situações igualmente estranhas, resolvi passar a tarde em casa, pensando... e depois de muito pensar, resolvi: "Anna!"
"Anna" é a versão malvada da "Carol"... não exatamente malvada, mas a versão que percebe que não adianta se importar com as pessoas... a versão muito mais a favor do "one-night-stand"... é o lado que até então ficava muito, muito escondido... trancado a milhões de chaves, porque sete é pouco quando se trata de "Anna"... esse lado gosta de ver o circo pegar fogo... literalmente...
Assumi meu lado "Anna"... e pra quem achou que podia fazer "Carol" de capacho, vamos ver quanto tempo aguentam... >=D
Mais do que nunca, é hora de mudar...
Tem dias que a melhor coisa a fazer é não sair de casa. Em outros dias, no entanto, ocorre exatamente o oposto... e ontem foi um desses dias... tava em casa, me sentindo deprê, sem ânimo nem pra assistir TV, pra ir à praia ou dar uma volta na rua... até o Orkut conspirava contra mim: "Your winsome smile will be your sure protection"... como, se nem vontade de sorrir eu tinha? Sabe-se lá por que, me deu um estalo e resolvi passar no shopping pra comprar uns trecos que tava precisando... cheguei na varanda do meu quarto, olhei pro céu... chuviscando... "Ah... e daí? Não sou feita de açúcar!"... capa na mochila, mochila nas costas, fone no ouvido... saí...
Chuva caindo... "I wish to give, to take, to make, to check/ I wanna see it happen"... parei no sinal pra atravessar a rua... o sinal não fechava! Desisti de atravessar ali... segui em frente, parei pra atravessar no sinal seguinte. Foi então que algo chamou minha atenção... um ser parado na banca de jornal... magrelo, alto, um par de alargadores, barba por fazer, um braço inteiro tatuado... passei, olhei, segui... realmente chamava atenção... mas e daí? Um desconhecido no meio da rua... segui caminhando, tranqüila, aproveitando a chuva... "I'm waiting for the rain/ to wash who I am"...
Não tinha andado muito, vejo um vulto do meu lado... olhei e, pra minha surpresa, era o cara da banca de jornal... falando alguma coisa... tirei o fone do ouvido... "Pô... tive que vir falar com você... achei que só eu colocava a capa de chuva na mochila e ficava pegando chuva"... fomos conversando, descobrimos que íamos pro mesmo lado... e a chuva caindo... ambos encharcados... chegamos no ponto onde cada um devia seguir seu caminho... paramos e continuamos conversando... debaixo da chuva... parecia que eu já conhecia o cara há anos!
A chuva parou... "Então, tenho que ir andando"... "Pois é... eu também"... "Mas me dá o número do seu telefone... eu te ligo, a gente marca alguma coisa"... "Tá"... e dei um sorriso... "Você devia rir mais, Carol... seu sorriso chama a atenção... me ganhou quando sorriu"... e ganhei um abraço... um mega-abraço, na verdade... lavei a alma ontem... literalmente...
My winsome smile was my sure protection and I patiently waited for the rain, that washed who I used to be... coincidência?
Sei lá... não tô bem hoje... na verdade, agora... esquisito... há 20 minutos tudo tava tão bem... e agora? Sei lá... cada vez mais forte a vontade de largar tudo e sumir... será que alguém vai realmente perceber? Será que alguém vai sentir falta? Às vezes acho que não... engraçado... ultimamente tenho pensado muito nisso... queria realmente saber como as pessoas reagiriam... se é que alguém reagiria... sei lá...
Nunca fiz nada de mais... não sou uma pessoa extraordinária... nada que realmente mereça ser lembrado... por que faria falta? Só mais uma... só mais um alguém... com tanta gente por aí... acho que quero ir pra não voltar nunca mais... tenho medo de voltar... tenho medo do que vou encontrar... medo de chegar e constatar que o pior pesadelo era real... perceber que, afinal, eu nunca fui ninguém...
Agora é a hora... levanto e saio... alguém, por favor, apague as luzes e feche a porta...
É... se eu realmente partir, vou sentir falta disso... tá... não disso EXATAMENTE... mas da bagunça, da diversão... pô... quando que em outro lugar alguém ia lembrar de tirar foto minha indo costurar o queixo depois de cair de bike na porta de casa voltando de uma choppada tosca, às 2 da manhã? Nunca!!! E em nenhum outro lugar eu ia encontrar alguém capaz de tirar uma foto que ficasse com esse aspecto de necrotério... e esse sanguinho discreto escorrendo no queixo... charme total...
Mas... não vai ser isso que vai me segurar lá... eu quero e eu vou... quem sabe, um dia, eu volto... ou não... huahuahua... >=D

Foto de necrotério...
(Crédito: Natasha)
Já passou da hora... já é tarde... não quero mais ficar aqui... não aguento mais essas férias tentando disfarçar a preocupação com o dia de voltar... não quero ficar aqui, mas também não quero voltar... quero sair por aí... não quero pensar no amanhã... quero viver hoje, e só... seria pedir demais? Seria muito querer esquecer relógios, calendários, telefones? Me deixe livre de compromissos... quero tempo pra mim... pra minha vida...
Mochila, máquina, caderno. Não preciso de mais do que isso... e sair... conhecer novos lugares, novas pessoas... aprender novas histórias... ESCREVER novas histórias... ali na frente tem sempre alguma coisa diferente me esperando... não quero mais voltar... quero largar tudo pra trás... deixar as coisas... fugir... me DESPREOCUPAR...
Chega dessa vida... chega de tudo... chega de estar presa a uma pessoa, a um lugar... chega...

É hora de partir... 
* O CD novo do Noção é uma merrrrrda... dessas com bastante ênfase no "r"... muitas musiquinhas melódicas... esperava ouvir porradaria típica... decepção quase total.
* Num aguento mais as férias... e ainda faltam 2 semanas... tô ficando sem idéia de músicas pra baixar... e quase enlouquecendo querendo ver aquele quebra-cabeça montado...
* Amanhã vai fazer sol... acho que vou à praia.
* Tô quase desistindo do livro que tô lendo... acho que vou assistir o filme e me contentar...
* Não consigo mais desenhar... nunca pensei que ficar sentada na frente da folha de papel rabiscando exigia tanto de mim...
* Meu THDA está atingindo níveis estratosféricos... 30 segundos de concentração é muito...
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Em breve, mais rapidinhas...
* Blú (depois que contei que vou cortar o cabelo):
"Não faça isso. Seu hair é seu charme. Te dou uma coça se tu fizer isso."
* Pena:
"Ah, é que você também é meio esquisita, né..."
* Natasha:
"Fala, monstrinho..."
* Saul (enquanto me abraçava no melhor estilo "Felícia"):
"Caraca, menina... eu gosto de você de graça, sabia? De graça!!!"
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E nada do Clima Tempo me dar uma boa notícia pra amanhã... pelo jeito essas férias vão ser looooongas... e seremos só minha máquina e eu... =P