quarta-feira, novembro 30, 2005
Breves momentos de felicidade...
Foram poucos, mas gostei muito... espero que consiga fazê-los voltar... realmente gostaria disso... enquanto não consigo, uma música pra ilustrar a minha realidade...
*** *** ***
Me Liga
(Os Paralamas do Sucesso)
Eu sei, jogos de amor são para se jogar
Ah, por favor, não vem me explicar
O que eu já sei, e o que eu não sei
O nosso jogo não tem regras nem juiz
Você não sabe quantos planos eu já fiz
Tudo que eu tinha pra perder eu já perdi
O seu exército invadindo o meu país
Se você lembrar, se quiser jogar
Me liga, me liga
Mas sei que não se pode terminar assim
O jogo segue e nunca chega ao fim
E recomeça a cada instante
(A cada instante)
Eu não te peço muita coisa, só uma chance
Pus no meu quarto seu retrato na estante
Quem sabe um dia eu vou te ter ao meu alcance
Ah, como ia ser bom se você deixasse
*** *** ***
E enquanto não recupero os momentos de felicidade, sigo tentando evitar que a tristeza me consuma...
domingo, novembro 27, 2005
Uma breve interrupção...
... para falar da dor...
Tento falar, mas não consigo... será que mesmo assim você consegue me escutar? Acho que não... parece que não... estou cansada de deixa pistas pelo caminho... elas não têm serventia... você passa reto, incapaz de segui-las... inebriado pela paixão... se ao menos fosse por mim... mas não... os caminhos são divergentes... mais uma vez... tantas outras estive na mesma situação... não queria mais isso...
Mãos, pés e coração gelados... a sensação de perder outra vez toma conta... não contenho as lágrimas... não hoje... não dessa vez... ninguém me vê... posso ser eu... estou livre. Livre pra amar. Livre pra perder. Livre pra chorar a dor de uma perda. E pronta para esquecer. Nada melhor do que o tempo e a distância para ajudar a remendar meu coração partido...
Medo, dor... sempre as mesmas sensações... a mesma sensação que tive certa vez ao sonhar com você... acordei triste... sabia que te perderia... nunca esse pensamento esteve tão vivo... já deveria ter me acostumado a isso...
Mãos, pés e coração gelados... imagino que morrer seja bastante parecido com isso... exceto pela dor... a dor de saber que a vida continua... mas você não está nela... a dor de acordar todo dia e se ver sozinha... a dor da solidão, mesmo estando cercada de pessoas que te querem bem... a dor de um amor perdido...
A pior morte é a morte de um amor... a pior vida é aquela sem amor... sofro com o pior da morte e da vida... o que será de mim agora, sem você?
sábado, novembro 26, 2005
Pra onde vão...
... os controles-remoto?
O que acontece aos controles-remoto é, em parte, semelhante ao que acontece com os guarda-chuvas. O sumiço de ambos envolve uma dimensão paralela, porém cada um o faz à sua maneira. No caso dos controles-remoto, o que acontece é beeem simples... deixa eu tentar explicar...
Suponha que existam diversas dimensões paralelas... a diferença de tempo entre uma e outra é de apenas 1 segundo... o mundo dessas dimensões é exatamente igual ao mundo na dimensão em que vivemos... tudo acontece exatamente do mesmo jeito, porém antes ou depois do que acontece na nossa, dependendo da localização no espaço. E eventualmente essas dimensões se comunicam, graças a falhas na barreira do tempo espacial. Entendeu? Então vamos seguir em frente...
Digamos que neste exato momento você pegou o controle remoto da sua casa. Em outras dimensões, você já pegou ou ainda vai pegar... naquelas em que você já pegou, o controle-remoto está largado em algum lugar... e quando o "você" da outra dimensão resolve mudar o canal e não acha o controle, pode se fazer valer das falhas nas barreiras do tempo espacial, sem nem se dar conta disso. O "você" do futuro simplesmente estica a mão e pega seu controle sem que o "você" do presente perceba.
Mas, como o "você" do presente recupera seu controle-remoto? Usando exatamente a mesma tática... depois de passar preciosos minutos procurando, seus olhos correm pela sala e avistam o controle em um lugar onde ele NÃO estava... como??? A barreira do tempo espacial tem uma falha ali... e o controle em cima daquele móvel não é o SEU... quer dizer... tecnicamente, não é... é o do "você" do passado... e assim como o "você" do futuro pegou o seu controle, você, o "você" do presente, estende a mão e pega o controle-remoto do "você" do passado... e a dança dos controles-remoto continua eternamente...
Viu? Eu não disse que era simples? ;-D
sexta-feira, novembro 25, 2005
Pra onde vão...
... os guarda-chuvas?
Atendendo a pedidos, hoje pretendo esclarecer pra onde vão os guarda-chuvas... aqueles que sempre deixamos no banco do ônibus, debaixo da cadeira da sala de aula, encostado na parede ao lado da fila do banco... não importa aonde... o fato é que, até hoje, nunca conheci alguém que jamais tivesse perdido um guarda-chuva. É estranho, mas, ao mesmo tempo, é interessante... esses objetos parecem vir de fábrica cobertos de repelentes de humanos... é a única explicação!
E pra onde eles vão? Um amigo me contou que vivem dizendo a ele que guarda-chuvas viram pombos... pode até fazer sentido... tanto um quanto outro são bastante numerosos... mas sei lá... não parece muito plausível... se todos os guarda-chuvas fossem verdes, brancos, pretos ou cinzas, até poderia ser... mas nunca vi nenhum pombo rosa com flores brancas e vermelhas... ou estampado com Pikachus, como volta e meia vemos em guarda-chuvas de crianças...
Pra mim, eles podem até virar pombos... mas não passam muito tempo voando por aí... pra mim, os guarda-chuvas são transportados para outra dimensão... uma dimensão onde só existem Mary's Poppins... afinal, as Mary's Poppins necessitam de guarda-chuvas pra sobreviver... caso contrário, elas não poderiam vir descendo devagarinho pelo céu... tampouco poderiam se deslocar por grandes distâncias... e devem ser Mary's de todas as idades e tamanhos, pois elas levam guarda-chuvas grandes, pequenos, com desenhos bonitinhos, guarda-chuvas sem graça...
Eles devem passar um tempo nessa dimensão só pra se acostumarem com os seres humanos, talvez serem testados, pra ver se são duráveis, se aguentam ventos fortes... alguns não sobrevivem, e terminam retorcidos, abandonados em algum ferro-velho... os que são aprovados nos testes de qualidade, recebem uma passagem sem volta para a dimensão das Mary's Poppins...
E quanto a virar pombos... se algum dia alguém avistar um pombo rosa com flores brancas e vermelhas, por favor, me avise...
quarta-feira, novembro 23, 2005
Pra onde vão...
... as chaves?
Além do terrível mistério ao redor do sumiço das meias enquanto estão DENTRO da máquina de lavar, outra terrível dúvida assombra os seres humanos: aonde vão parar as chaves de casa, especialmente nos momentos em que mais precisamos dela? Não finja não saber do que estou falando... com certeza isso já aconteceu a você... bem na hora de sair, naquele dia em que estamos super-hiper-mega-ultra atrasados, paramos em frente à porta e nos perguntamos "Ué... cadê minhas chaves?".
Na minha humilde opinião, as chaves tem poderes. Sim! Poderes! De tempos em tempos, elas se escondem... na verdade, ficam invisíveis. Elas estão exatamente onde as deixou, provavelmente segundo ou terceiro lugar onde você procurou! Só que estão invisíveis. E, convenhamos, elas sabem fazer isso muitíssimo bem... tão bem que às vezes chego a perder quase 20 minutos procurando-as... e encontro-as aonde? Exatamente! No segundo ou terceiro lugar onde as procurei... e quando as encontro, parecia tão óbvio olhar e vê-las ali...
A essa altura, você deve estar se perguntando "Mas por que as chaves fazem isso?" (também pode ser "aonde ela arrumou essa idéia", mas essa pergunta eu me recuso a responder sem a presença de um advogado). É simples. Elas fazem isso porque são sempre largadas em qualquer lugar, geralmente ficam em lugares escuros no fundo da bolsa ou da mochila. Você as deixa cair no chão sem se preocupar, afinal, são apenas chaves... elas fazem isso pra você lembrar que sem elas, não consegue entrar ou sair. É um apelo, para que parem com o descaso...
Depois dessa explicação, só falta esclarecer: não importa o tamanho do seu chaveiro, as chaves sempre vão sumir nos momentos mais inoportunos. Não importa a quantidade de palavrões que você vai falar, elas não vão aparecer porque você está irado. E por último, mas não menos importante: não adianta dar 3 pulinhos pra São Longuinho. NÃO foi ele quem pegou suas chaves.
*** *** ***
Mudando de assunto, alguém está interessado em uma fêmea de labrador bege? Foi encontrada em Niterói. Tem apenas 5 meses. Se alguém se interessar ou conhecer alguém que queira, é só falar comigo.
Pra onde vão...
... as meias?
Alguém já parou pra pensar pra onde vão as meias que desaparecem dentro da máquina de lavar roupas? Outro dia fiquei pensando sobre isso, pois me dei conta de que quase metade dos meus pares de meia agora se reduzem a apenas um pé...
Para as pessoas não acharem que estou enlouquecendo, olha só: eu chego em casa. Tiro os sapatos. Tiro as DUAS meias. Pego as DUAS meias e coloco AMARRADAS no cesto de roupa suja, pra que elas não se percam em meio às toneladas de roupa suja do cesto. Na hora de lavar, elas são desamarradas e colocadas dentro de uma rede PARA LAVAGEM DE MEIAS, para evitar que elas fiquem perdidas no meio daquele monte de roupa. A roupa é tirada de dentro da máquina e pendurada no varal. Algo parece anormal? Acho que não... no entanto, naquele curto espaço de tempo entre a tampa da máquina ser fechada e ser reaberta pra retirada das roupas, as meias PUF!... desaparecem! Como!?!?!?
Considerando que não existe nenhum buraco na máquina onde caibam todas as meias que já sumiram e que se todas tivessem fugido pelo cano de saída de água, a essa altura ele já estaria mais do que entupido, eis que surgiu a brilhante possibilidade: as máquinas de lavar roupa são assombradas! Não necessariamente por fantasmas, embora possivelmente eles possam dar uma passada nas máquinas, de vez em quando, pra deixar o branco mais branco... e também não é necessariamente uma assombração maligna... assim como o Gasparzinho, que era um fantasminha camarada, a assombração da máquina de lavar roupas deve ser um ser bem simpático até... provavelmente com problemas mentais (que outra explicação haveria pra ele pegar só meias? E sempre um pé de cada par?), mas simpático, sem dúvida...
Depois que cheguei à conclusão de que, SIM, as máquinas são assombradas, comecei a pensar como seriam esses seres mentalmente desequilibrados... primeiro cogitei a possibilidade de serem verdes, mas descartei a mesma logo... morando numa máquina de lavar, eles não tem como ser verdes... eles passam por inúmeras lavagens todos os dias, enfrentam alvejantes e, possivelmente outros "antes" que tiram as cores das roupas... definitivamente, não são verdes... mas devem ser fofinhos, por causa do amaciante (mais um "ante"). E devem secar rápido...
E onde moram esses seres? Dentro da máquina não deve ser... mas também nunca vi pegadas ensaboadas ou molhadas pela lavanderia... vai ver, eles se escondem dentro das paredes ATRÁS das máquinas... assim, eles podem ficar andando pra lá e pra cá mesmo quando tem gente por perto, sem medo de serem vistos... ou será que eles são invisíveis? Será que eles são feitos de meias e por esse motivo eles precisam de tantas? De qualquer forma, independente do que eles sejam feitos e de onde morem, acho que vou pendurar uma plaquinha lá na lavanderia:
"Por favor, devolvam minhas meias... afinal, só vou ganhar meias novas no Natal e as que sobraram devem durar até lá..."
Mas, será que eles devolvem?
domingo, novembro 20, 2005
Enquanto isso, espero os olhares...
Falei mais do que deveria... não é a primeira vez que isso acontece... ainda pior: deixei aqui, pra que todos pudessem ver. Não vou apagar. Não vou voltar atrás. O estrago já está feito e acho que não pode ficar pior. Talvez esteja enganada... e provavelmente estou... essas coisas tendem a piorar com uma bola de neve descendo uma encosta... só aumentam... e quando você olha pra trás, é tarde demais pra tentar fazer alguma coisa...
"Eu achava que tinha de tudo para sempre, que tinha amigos e verdade, mas a verdade sempre vem bater à porta, a gente tenha ou não vontade"... é a mais pura verdade... em momentos como esse, descobrimos com quem podemos contar... depois do choque da falta de amigos, começam os olhares... quando passamos e vemos que todos se voltam pra você... olhares de reprovação. Te recriminam. Se afastam. Só precisavam de um motivo pra começar...
Hoje tenho esta sensação. Por ter falado demais, por me expôr, por ter sido franca com aqueles que me são caros... vejo as pessoas virandos as costas... vejo a incompreensão transparecendo... vejo-os procurando uma fuga... e enquanto o fazem, fico parada... pasma... mal acreditando no que vejo... tento explicar, pedir ajuda... nada muda...
Assumo minha parcela de culpa no comportamento que levou a esta situação. Mas não vou negar que outras pessoas me levaram a ser como sou hoje... por se afastarem, por me magoarem... hoje tento me proteger, apesar de saber que isso não é o melhor pra mim... e é por isso que peço ajuda. Mas não me ouvem. Não me entendem. E eu continuo tentando... continuo gritando...
Talvez seja hora de parar de acreditar na bondade... talvez seja hora de parar de acreditar na compreensão... talvez seja hora de parar de acreditar...
sábado, novembro 19, 2005
Nem tente me entender...
... muitas pessoas já tentaram... posso afirmar que foi em vão... eu mesma já desisti, embora veja um certo padrão em alguns comportamentos aparentemente inexplicáveis, beirando a insanidade... não pretendo discorrer sobre tais comportamentos... até porque, por mais que eu tente, não conseguiria deixar as coisas claras pra ninguém... acho até que, de certa forma, apenas aumentaria a confusão...
Não tente me entender... você pode se perder no caminho... e nesse meio tempo, se envolver demais com o que descobriu a ponto de não achar mais saída... mas também pode acontecer de entrar e ver a saída logo em frente... e não querer voltar nunca mais, sem nem mesmo saber o que perdeu... ou até mesmo buscar uma "saída de emergência"... mas nesse caso, quem não vai querer que você volte sou eu...
Não tente me entender... eu posso te machucar... fazer você sofrer, e talvez até chorar... mas entenda, não é por mal... nunca foi... mas se algum dia a maldade extravazar, você certamente vai saber...
Não tente entender as mudanças bruscas de humor... as brigas, muito menos... não tente entender o por quê da inconstância dos pensamentos... nem o comportamento paradoxal... não se pergunte os motivos... esqueça que quando amo quero me afastar e quando odeio, quero me aproximar... não perca seu tempo, embora o amor seja maior quando conhecemos e realmente gostamos daquilo que pudemos ver em detalhes...
Não espere demonstrações de afeto, embora estas estejam mais do que implícitas no meu jeito incoerente de te tratar. Apenas saiba reconhecê-las... e saiba quando elas poderiam nos salvar, apesar de muitas vezes eu não merecê-las... não espere a calmaria, pois a fúria pode surpreendê-lo... espere a fúria... e surpreenda-se com a calmaria...
Não tente me entender... por favor, não tente... apenas ame... como um amigo, com um irmão, como um amante... apenas ame... porque embora não pareça e, por muitas vezes você não entenda, é exatamente disso que eu mais preciso... apenas AME...
Não tente me entender... você pode se perder no caminho... e nesse meio tempo, se envolver demais com o que descobriu a ponto de não achar mais saída... mas também pode acontecer de entrar e ver a saída logo em frente... e não querer voltar nunca mais, sem nem mesmo saber o que perdeu... ou até mesmo buscar uma "saída de emergência"... mas nesse caso, quem não vai querer que você volte sou eu...
Não tente me entender... eu posso te machucar... fazer você sofrer, e talvez até chorar... mas entenda, não é por mal... nunca foi... mas se algum dia a maldade extravazar, você certamente vai saber...
Não tente entender as mudanças bruscas de humor... as brigas, muito menos... não tente entender o por quê da inconstância dos pensamentos... nem o comportamento paradoxal... não se pergunte os motivos... esqueça que quando amo quero me afastar e quando odeio, quero me aproximar... não perca seu tempo, embora o amor seja maior quando conhecemos e realmente gostamos daquilo que pudemos ver em detalhes...
Não espere demonstrações de afeto, embora estas estejam mais do que implícitas no meu jeito incoerente de te tratar. Apenas saiba reconhecê-las... e saiba quando elas poderiam nos salvar, apesar de muitas vezes eu não merecê-las... não espere a calmaria, pois a fúria pode surpreendê-lo... espere a fúria... e surpreenda-se com a calmaria...
Não tente me entender... por favor, não tente... apenas ame... como um amigo, com um irmão, como um amante... apenas ame... porque embora não pareça e, por muitas vezes você não entenda, é exatamente disso que eu mais preciso... apenas AME...